Politica: Governo quer Rodrigo Maia fora do caminho para aprovar novo imposto

Presidente da Câmara é o principal opositor da nova CPMF, mas ele deixará a cadeira em fevereiro, e técnicos do Executivo o consideram ”quase passado”

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O debate sobre a criação de um imposto nos moldes da antiga Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) começa a se acirrar nos bastidores do Congresso e até a sucessão das presidências das duas Casas entrou na conta política da batalha. O governo tem o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como o principal adversário no caminho do novo tributo, mas nomes do Executivo apostam que a necessidade de articulação e a construção de um consenso levarão tanto tempo que, até o desenlace, o deputado não estará mais à frente da Casa.

Maia, porém, corre com as discussões da reforma tributária, que poderá servir de porta de entrada para a criação do imposto. Mas se o tempo pender mesmo a favor de uma nova CPMF, a luta do parlamentar ficará enfraquecida. Isso parece se comprovar quando entram no cálculo as eleições municipais, os pleitos para a presidência da Câmara e do Senado e a complexidade do debate da reforma tributária, conforme apontam analistas políticos.

Fontes do Ministério da Economia apostam nisso. Veem o deputado tragado pelas discussões a respeito do tema e pela articulação de um sucessor. “Rodrigo Maia é quase passado”, disse um membro da pasta ao Correio.

Os defensores da nova CPMF acreditam, ainda, que o nome mais forte à sucessão na Câmara será, também, a voz do debate sobre o tributo. Se o governo conseguir um candidato forte e favorável ao imposto, a expectativa é de que Maia seja atropelado. Como há acordo fechado com parte do Centrão, a esperança é que saia dali o defensor da contribuição. “Maia tem agido de forma muito autoritária em relação à proposta de reforma tributária”, disse Guilherme Afif Domingos, assessor especial do ministro da Economia, Paulo Guedes.

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Na sessão da comissão da reforma tributária, ontem, Maia discursou em nome de um laço mais forte com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). “Conversei com o presidente Davi. Pedi para ele que refletisse sobre a importância de a gente retomar o debate da comissão mista. Não queremos aprovar a reforma da Câmara, queremos aprovar a reforma do Congresso com o governo federal. Estamos prontos para agregar no nosso debate, para que todos possam participar”, ressaltou.

Ele também se dirigiu aos senadores. “Quero desejar sorte, torcer para que o Senado venha conosco. Não é uma questão de forçar, de pressionar. Nossa pressão não é nossa, é da sociedade em relação ao parlamento”, destacou. “A sociedade precisa do governo e do parlamento, de soluções para que, a partir do segundo semestre, mas, principalmente, do próximo ano, que nós tenhamos as condições para o Brasil crescer, voltar a gerar emprego, principalmente, emprego formal, de carteira assinada.”

Fonte: Correio brasiliense