Eleições 2020: começam a surgir nomes para a disputa da Prefeitura de Tauá

Embora faltando ainda mais de 9 meses para as eleições, alguns partidos e grupos políticos de Tauá que integram os blocos de situação e oposição, começam a se movimentar com a divulgação de nomes de pré-candidatos e posições políticas para a disputa de 2020.

A movimentação começou ainda no ano passado com a filiação do ex-vereador Dr. Ronaldo César, aos quadros do MDB. Atualmente ele se coloca como pré-candidato a Prefeitura de Tauá e integra o bloco de situação no Município.

No último dia 10 de janeiro, o Partido dos Trabalhadores anunciou por meio de Resolução que terá chapa própria para Prefeito e Vereador, mas ainda não divulgou nomes.

Nas redes sociais, emissoras de rádio, mídia local e regional, também são divulgados nomes de pretendentes à disputa municipal.

Bloco de Oposição

Nos bastidores políticos, alguns integrantes do bloco de Oposição tem seus nomes divulgados em redes sociais como opções para disputa majoritária, dentre eles, o ex-suplente de vereador Rildo Dantas, o ex-vereador Josivaldo Alves, o ex-secretário de Saúde da gestão Carlos Windson, Dr. Joel Campos e o próprio Dr. Carlos Windson, mas foi o vereador Dr. Edyr Cavalcante Mota Dias, irmão do Dep. Audic Mota, o primeiro a oficializar sua condição de pré-candidato, durante pronunciamento na sessão da Câmara Municipal de Tauá, realizada nesta segunda-feira, 20.

O parlamentar defendeu a união das oposições em torno de um nome e disse ter o apoio incondicional de seu irmão.

Dr. Edyr atualmente está no MDB, partido comandado pelo ex-vereador Dr. Ronaldo César, que é pré-candidato a Prefeito. Tudo indica que ele aguarda apenas a “janela partidária” a ser aberta no mês de março para trocar de partido, no entanto, o vereador não deverá ir para o PSB, porque em Tauá, o partido é comandado pelo grupo do Deputado Federal Dênis Bezerra, que poderá apresentar o nome do ex-secretário Dr. Joel Campos para as discussões políticas.

Em seu discurso, ele não falou sobre seu futuro partidário.

Situação do PSB local

O Dep. Audic Mota é filiado ao PSB, mas parte do seu grupo político está sendo direcionado para filiação ao PP, Partido Progressista. Em Tauá, a sigla é presidida por um dos assessores do parlamentar, o engenheiro agrônomo Dr. Barroso. Correligionários e parentes do Dep. Audic também já estão filiados ao PP, segundo informações obtidas pelo Blog do Wilrismar junto a Justiça Eleitoral e aos próprios filiados.

Mesmo integrando o PSB, Audic Mota e Dênis Bezerra, que são parentes, não fizeram dobradinha nas eleições de 2018 no município de Tauá. Audic apoiou Bismark Maia para Dep. Federal contra Dênis e Dênis Bezerra revidou, liderando seus aliados para votarem em Leonardo Araújo para Dep. Estadual.

O ex-prefeito Carlos Windson(PR) também deverá participar das articulações políticas para definir quem será o candidato e não nega a pretensão de disputar novamente a Prefeitura. Carlos Windson votou em Audic Mota e Dênis Bezerra, para deputado estadual e federal, respectivamente.

O veredor Alaor Mota(PSC) é outro pretendente que se colocou a disposição para disputa majoritária.

Bloco de Situação

Já no bloco de Situação, o número de pretendentes a indicação da cabeça de chapa para a disputa da Prefeitura de Tauá é bem menor.

O atual Prefeito Fred Rêgo disse em entrevista ao Programa Tribuna Popular da Rádio Difusora(gravação em arquivo) no final de dezembro passado, que pretende disputar a reeleição, mas ainda vai conversar com as lideranças, Domingos Filho, Chiquinho Feitosa, Idemar Citó, dentre outros.

Fred Rêgo atualmente preside o DEM em Tauá, comandado no Estado pelo ex-dep. Chiquinho Feitosa.

Também são comentados os nomes de outros aliados, como o vereador Marco Aurélio, atualmente com o maior número de mandatos no parlamento municipal e a ex-prefeita e Deputada Estadual Patrícia Aguiar, que pertencem ao PSD, além do próprio Dr. Ronaldo César(MDB).

Tensão pré-eleitoral

Nas duas correntes políticas(situação e oposição), será o diálogo entre as lideranças e os partidos que definirá os nomes para a disputa(majoritária e proporcional) e como ainda falta muito tempo, até lá, outros nomes podem surgir aumentando a tensão pré-eleitoral, que é normal nesse período, principalmente porque esse ano, não haverá coligação para vereador e cada partido deve concorrer sozinho na disputa pelas 15 vagas da Câmara Municipal de Tauá.

Repórter Wilrismar Holanda