Cearà : Beto Studart afirma estar indignado com os rumos atuais da gestão Bolsonaro

A live do grupo de lideranças empresariais Lide Ceará realizada ontem (29) teve mais comentários políticos que o de costume, o que denota a gradual perda de apoio do presidente Jair Bolsonaro entre o setor produtivo local. Uma das baixas mais significativas é a do presidente BSPAR, Beto Studart, que foi um dos principais entusiastas do mandatário.

Beto fez questão de expressar a sua “indignação, sou um brasileiro que votei em uma pessoa que se diz preocupado com a corrupção nacional, que é um problema seríssimo, do controle fiscal e as reformas estruturantes que precisaríamos fazer”, afirmou, dirigindo-se aos convidados Cláudio Lottenberg (médico e ex-diretor do Hospital Albert Einstein, em São Paulo), e Paulo Hartung (economista, ex-senador e ex-governador do Espírito Santo por três mandatos). “Foi em cima desses objetivos que todos nós nos voltamos para o Bolsonaro, a ponto de me ‘apaixonar’. Mas também estou chegando ao ponto de desapaixonar”, prosseguiu.

Na sua avaliação, “o Presidente da República não sabe conviver com os grandes valores da república, ele não sabe conviver com aqueles que estão sobre as luzes da ribalta, doando o seu talento, tentando resolver o problema nacional.

Isso faz com que o presidente se afaste dos objetivos da época da eleição. Agora, nos encontramos com o problema agudo da saúde e ele não exerce a liderança necessária para que a gente possa dar ao Brasil uma solução viável. A próxima live do Lide Ceará está marcada para o dia 7 de maio e debaterá educação. Os palestrantes convidados são Viviane Senna, que dirige o Instituto Airton Senna, e o químico e educador Mozart Ramos.

Ainda no encontro do Lide, Paulo Hartung afirmou que a experiência do Ceará na melhoria da educação pública serviu de inspiração para ações semelhantes no Espírito Santo. “O Ceará é uma boa experiência, começou em Sobral, nós capixabas fomos aí copiar. Nós não inventamos a roda, fomos ver ela rodando no Ceará, em Pernambuco, e colocamos para rodar aqui também”, disse. Hartung afirmou ainda que o Brasil está “historicamente na encruzilhada entre o caminho fácil e o caminho certo” e na maioria das vezes, escolhe o primeiro. “É um potencial que não consegue ser transformado em oportunidade”, lamentou.

Fonte:O Otimista