Tasso é destituído da presidência interina do PSDB

O senador Tasso Jereissati (CE) conversou por telefone com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso sobre sua destituição da presidência interina do PSDB. Segundo fontes, o ex-presidente teria demonstrado “perplexidade” com a saída de Tasso.

Aliados de Tasso conhecidos como “cabeças pretas” criticaram também a destituição do senador Tasso Jereissati (CE). O deputado Daniel Coelho (PE) disse no plenário da Câmara que a medida foi uma “intervenção de Temer e aliados”.

Senadores e governadores tentam colocar água fria na fervura dentro do PSDB. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ligou para Tasso se solidarizando e pedindo calma. O governador do Paraná, Beto Richa, disse que prefere discutir o assunto internamente para depois se pronunciar. O senador Roberto Rocha (MA) quer atuar como “bombeiro”:

O outro candidato a presidente do partido e preferido de Aécio, o governador de Goiás, Marconi Perillo, disse que a decisão foi “correta e justa” e elogiou o nome de Alberto Goldman para o comando do partido. Para ele nenhum dos candidatos pode contar com a máquina partidária na disputa de dezembro.

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (9), no Senado, logo apos receber ofício do presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves o destituindo da interinidade na presidencia partido, o senador Tasso Jereissati disse que ao conversar com o senador mineiro, pediu em nome da amizade entre ambos, que fosse sincero quanto ao pedido de sua saída da presidência do partido:”somos amigos há 30 anos e por isso pedi sinceridade. Sei que ele não me quer a frente do partido e nem que eu concorra ao cargo. Então disse a ele que não renunciaria, pois ele mesmo prorrogou seu cargo sem consultar a executiva. Ele se levantou, saiu e depois mandou um oficio me destituindo”.

Tasso disse que há “diferenças muito profundas” entre ele e o mineiro. “Eu não defendo governo acusado de corrupção, de fisiologismo e o partido não deve seguir esse rumo atual”, observou. O cearense disse que não está em campanha, mas que colocou seu nome para a disputa. “Sei que o pedido não tem nada a ver com isonomia. Sei que é difícil concorrer com a máquina partidária”, frisou.

Ao explicar as “diferenças profundas”, Tasso disse que ouviu certa vez que “as palavras mentem, mas as atitudes não”. Segundo ele o comportamento político e ético de Aécio Neves, além da visão de governo e o fisiologismo em relação ao Governo Federal não condizem com os pensamentos dele. Sobre a atitude de destituí-lo do cargo, Tasso afirmou ainda que Aécio alegou que estava ‘sofrendo pressão”, sem explicar de quem.

Até a eleição, que ocorre no dia 9 de dezembro, o partido será presidido de forma interina pelo ex-governador de São Paulo Alberto Goldman, que é o mais velho entre os vice-presidentes da sigla. Com a decisão do correligionário, o ex-governador do Ceará disse que sua campanha ganha força e repetiu a frase “o PSDB desses caras não é o meu PSDB”.

Mombacanews/fonte : ceará Agora