Santos e Huachipato trocam contrato “complexo” de Soteldo

Santos e Huachipato (CHI) estão alinhando as minutas contratuais da negociação de Yeferson Soteldo. O acordo é complexo, de venda + empréstimo, e demanda tempo para ser concluído.

Como um novo contrato precisa aparecer no Boletim Informativo Diário (CBF), o Peixe está preocupado em costurar o vínculo sem tornar o meia-atacante um desfalque.

O Alvinegro aceitou “devolver” 50% dos direitos econômicos ao Huachipato. O Santos combinou de pagar 3,55 milhões de dólares (R$ 20 milhões) em 2019 e não transferiu um real sequer. Soteldo fica na Vila Belmiro até os chilenos venderem.

Com o “sim” santista, o Huachipato retira da Fifa uma cobrança de 7,2 milhões de dólares (R$ 40 mi) diante do calote do clube brasileiro. A equipe ainda pagará 200 mil dólares (R$ 1,1 milhão) diretamente ao camisa 10 para quitar dívidas em luvas, premiação e direitos de imagem.

Por fim, o Santos ficará com 10% do valor que exceder uma venda de Soteldo pelo Huachipato por no mínimo 8 milhões de dólares (R$ 45 mi). A chamada mais valia.

Com a proposta aceita, Yeferson Soteldo continua no Santos por tempo indeterminado e pode ir para a Europa, que é o seu objetivo, em 2021. Ele recusou a oferta do Al Hilal, da Arábia Saudita, mesmo com salário milionário. A próxima janela internacional de transferências reabre entre dezembro e janeiro.

Cláusulas recusadas
O Comitê de Gestão do Santos estudava duas cláusulas para o contrato com o Huachipato: vetar a ida a outro clube do Brasil e/ou preferência de compra de Soteldo. Atlético-MG e Palmeiras já demonstraram interesse. Os chilenos recusaram.

“A gente estuda colocar essa cláusula no contrato, mas não é certo. Nem precisaríamos trazer ao Conselho por não ser prejudicial, seria benéfica. Descarto esse boato porque supostos clubes interessados sabem que Soteldo jogou mais de sete vezes no Campeonato Brasileiro. Soteldo não pode ir até outro clube até fevereiro. A partir de março, vamos tentar que o Huachipato coloque a preferência ao Santos. É difícil, mas temos que tentar. Não vamos desistir. Negociação é para apagar incêndio. Matamos um leão por dia, não está fácil. Se a gente não fechar essa negociação, perdemos atleta de graça, dívida continua e ainda podemos ser punidos. Temos que agir com razão e não com emoção”, disse o presidente Orlando Rollo, na semana passada.

fONTE ESPN/MOBnews