Politica: Tasso quer preservar dinheiro da saúde e da educação e apoia Frente Parlamentar contra aumento do Fundo Eleitoral

O deputado federal Domingos Neto, relator do Orçamento da União, encontra mais uma barreira para avançar com o projeto de elevar para R$ 3,8 bilhões o montante das verbas públicas para a campanha do próximo ano. Uma das vozes que se opõem ao aumento dos gastos com o financiamento das candidaturas de vereador e prefeito é do senador Tasso Jereissati (PSDB).

O requerimento, com pedido de criação da Frente Parlamentar, tem até o início da tarde desta quarta-feira (11), 21 assinaturas de senadores. Do Ceará, além de Tasso, assina também o documento o senador Eduardo Girão, do Podemos.

“Sempre fui absolutamente contra qualquer aumento nos valores destinados ao Fundo Eleitoral”, anunciou Tasso, ao assinar o requerimento para criação da Frente Parlamentar contra o aumento do Fundo Eleitoral, proposta pelo senador Alessandro Vieira (Cidadania/SE).

Segundo Tasso, devido ao caráter público do financiamento, esses recursos não poderiam ser das verbas destinadas à saúde, educação e segurança, dinheiro, conforme enfatiza o tucano cearense, ‘’destinado ao atendimento das necessidades maiores da população”.

O senador Tasso Jereissati afirma, ainda, que o recurso do Fundo Eleitoral deve ser proporcional a 30% do montante destinado pelos parlamentares em suas emendas de bancada, sem qualquer reajuste. O tucano disse, também, que, como há a possibilidade de aumento do valor do Orçamento de 2020, “está atento a esse problema e trabalhando para que o Fundo Eleitoral volte a valores razoáveis, corrigindo no Orçamento essa distorção injustificável”.

A proposta original no Orçamento da União para 2020 é que o Fundo Eleitoral seja de R$ 1,8 bilhão, mas o relator Domingos Neto propõe, com apoio de líderes de bancadas, o aumento das verbas para R$ 3,8 bilhões.

Os defensores da Frente Parlamentar contra o aumento do Fundo Eleitoral temem que esse dinheiro, ao ser direcionado ao financiamento da campanha de 2020, faça falta para a União, Estados e Municípios manterem serviços essenciais para a população, principalmente, nas áreas de saúde e educação.

Fonte: Portal Ceara Agora