“Moro tem de prestar contas para a história”, diz ex-presidente Lula

Em discurso na sede do PT, Lula disse que vai recorrer da sentença dada por Moro e acusa juiz de condená-lo por motivações políticas e sem provas. Depois, diz que vai se candidatar em 2018 e que ‘está no jogo’

Um dia depois de ser condenado a nove anos e seis meses de prisão pelo juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva partiu para o ataque. Em pronunciamento, nesta quinta-feira (13/7), na sede do Partido dos Trabalhadores (PT), em São Paulo, Lula afirmou que a sentença de Moro, assim como a acusação do Ministério Público, teve motivação política e não se baseou em provas. Depois, o petista reafirmou que pretende concorrer à Presidência da República em 2018.

“O Moro não tem de prestar contas para mim. Tem de prestar contas para a história, assim como eu. É a história que vai dizer quem está certo”, discursou Lula, tendo ao seu lado a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, o escritor Raduan Nassar e seu advogado Cristiano Martins, além de diversos militantes e lideranças políticas.

Lula ressaltou que suas críticas não eram dirigidas à Justiça nem ao Ministério Público Federal como um todo, mas a membros dessas instituições que agem de maneira “política”. “Não falo da instituição (MPF) porque acredito tanto nela que a fiz mais forte quando cheguei (à Presidência). Falo dos procuradores que atuam na Lava-Jato”, disse.

De olho em 2018

Ao fim de seu discurso, Lula reafirmou seu desejo de concorrer à Presidência em 2018. “A partir de agora, vou reivindicar do PT o direito de me colocar como postulante ao cargo de presidente em 2018”, disse, arrancando gritos dos presentes, que imediatamente puxaram o coro “Brasil, urgente, Lula presidente”. “Se alguém pensa que, com essa sentença, me tiraram do jogo, pode saber que eu ainda estou no jogo.”

A fala de Lula foi apoiada por Gleisi. “Lula, você não é candidato do PT, mas de parcela expressiva da população brasileira. O PT será instrumento para realizar o desejo dessas pessoas”, afirmou a senadora e presidente do partido.

Correio Braziliense