Maitê Proença afirma que foi sondada para Meio Ambiente de Bolsonaro

A atriz Maitê Proença disse nesta 2ª feira (12.nov.2018) que foi sondada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, para chefiar o Ministério do Meio Ambiente.

A informação é do jornal O Globo. Maitê, 60 anos, afirmou que seu nome circulou num grupo de pessoas ligadas a Bolsonaro. A atriz diz, no entanto, que a indicação é “apenas uma ideia“.

Maitê afirmou que a intenção de uma nomeação do tipo seria “tirar o viés ideológico a que o setor ambiental ficou associado“, com alguém que circule em todos os ambientes.

A atriz foi casada com o empresário Paulo Marinho, do círculo próximo a Bolsonaro.

Caso as conversas avancem, seria a 2ª mulher confirmada por Bolsonaro para chefiar 1 ministério. Na semana passada, o militar anunciou a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o ministério da Agricultura.

MAITÊ PROENÇA NO SWISSLEAKS
O nome de Maitê Proença está nos arquivos do SwissLeaks vinculada à conta 15869 HP, aberta em 17 de abril de 1990 e ativa em 2006/2007, quando os dados foram extraídos do HSBC. O saldo era de US$ 585 mil.

Sua empresa, a M. Proença Produções Artísticas, captou R$ 966,9 mil via Lei Rouanet para as peças “Achadas e Perdidas”, “Isabel”, “A Beira do Abismo me Cresceram Asas” e “As Meninas”.

A atriz negou ter conta no banco suíço.

MAITÊ PROENÇA E AS PENSÕES
Maitê envolveu-se em uma polêmica por causa de duas pensões recebidas do governo do Estado de São Paulo no valor total aproximado de R$ 17 mil mensais, deixadas por seus pais, o procurador de Justiça Carlos Eduardo Gallo e a professora Margot Proença, mortos em 1989 e 1970, respectivamente.

Maitê recebe o benefício porque nunca se casou oficialmente, no papel. Ela teve as pensões cortadas no final de 2009 por decisão da SPPrev (São Paulo Previdência). O governo alegou que a atriz não podia mais ser considerada filha solteira de Carlos e Margot, pois manteve vida conjugal com o empresário Paulo Marinho, com quem viveu por 12 anos e teve uma filha. Para a SPPrev, sua união estável deveria ser equiparada ao casamento.

Maitê recorreu à Justiça. Em 2010, conseguiu restabelecer o pagamento das pensões. Em 2013, a atriz defendeu o recebimento do benefício e afirmou ao UOL que a pensão era um “direito adquirido”.

Fonte : Uol