Formula E: Di Grassi pode conquistar segundo título mundial para o automobilismo brasileiro na década

Faltam somente duas provas para o fim desta temporada da Fórmula E. Neste final de semana, ambas serão disputadas em Nova York e o campeão será conhecido. A primeira prova será no sábado (13 de julho), às 16h, e a segunda será no dia seguinte no mesmo horário. As duas terão transmissão ao vivo e exclusiva do FOX Sports. Um dos oito pilotos que pode conquistar o título é o brasileiro Lucas Di Grassi, que tentará seu segundo título na categoria.

Com 32 pontos de diferença para o líder Jean-Eric Vergne, o piloto precisa de uma combinação de resultados nas duas provas para conseguir seu título. Além da conquista, o paulistano conseguiu uma vitória importante para o automobilismo do país. Mesmo fora da Fórmula 1, o país consegue mostrar sua força em outras categorias e, algumas conquistas, vieram graças a Di Grassi, que protagonizou grandes momentos na Fórmula E e no Mundial de Endurance (WEC) na última década.

Em entrevista ao site Motorsport, o brasileiro falou sobre sua reinvenção, passando a pilotar carros híbridos e elétricos, depois da saída da F1 em 2010, quando pilotou o carro da extinta equipe Virgin. Di Grassi conseguiu duas vitórias no WEC, subiu três vezes no pódio das 24 horas de Le Mans e ficou entre os três principais colocados em todas as temporadas da F-E.

“A última década, para mim, foi cheia de momentos marcantes. Acho que tive muita sorte na minha carreira por ter vivido, nestes dez anos, mais transformações no esporte do que aconteceu em um século inteiro de indústria e automobilismo esportivo. Pilotei carros a combustão, híbridos e agora totalmente elétricos. E estou desenvolvendo os primeiros carros de corrida com Inteligência artificial, com a Roborace”, disse.

Antes destas conquistas, porém, o piloto pensou em abandonar a carreira por conta do insucesso que obteve na principal categoria de automobilismo.

“Tive vários momentos difíceis também. Um dos piores foi em 2012. Eu tinha acabado de sair da Fórmula 1 e não tinha um emprego. Estava decidindo se voltaria a estudar no Brasil, tentaria uma faculdade e ficaria perto da família”, afirmou.

“Mas então apareceu a oportunidade de pilotar para a Audi nas 6 Horas de Interlagos, do WEC, e aí tudo mudou. Eu estava no jogo novamente. É por isso que hoje estamos aqui, disputando mais um título”, completou.

Fonte: Fox Sport