Foragidos da cadeia de Quixeramobim são presos quando se preparavam para cometer chacina

A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) da Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) apresentou, em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (23), um trabalho de inteligência, que resultou na desarticulação de um grupo, que se preparava para cometer um ataque contra uma organização criminosa rival, em Fortaleza. Além das prisões, foram oito armas de fogo, mais de 200 munições apreendidas, materiais explosivos e entorpecentes. A captura ocorreu nesse domingo (22), no bairro Itaperi

Conforme o delegado Harley Filho, foram quatro presos, e contra três deles, constavam mandados de prisão em aberto por fugas ocorridas em unidades prisionais do Estado. Após investigações da Draco, o bando foi localizado dentro de uma residência, onde também se encontravam o arsenal e os demais materiais ilícitos apreendidos. Na abordagem, dois dos homens, sendo estes identificados por Wellington Rodrigues Anjos, 19 anos – conhecido por “Ceguinho” ou “Vaqueiro”, com passagens pela Polícia por homicídio, tortura e estupro de vulnerável; e Maike Serafim de Almeida, 23 anos –com passagens por tráfico de drogas – apresentaram identidades falsas. “A princípio, eles tentaram negar suas qualificações, mas após um trabalho de inteligência, a Draco logrou êxito em identificar todos eles”, revelou Harley.

Ainda conforme verificado pela Polícia Civil, foram constatados mandados de prisão em aberto contra Wellington e Maike, pois ambos eram foragidos da Cadeia Pública de Quixeramobim. Um terceiro integrante, Albino Afonso Costa, 37 anos – conhecido por “Ni” e com passagens pela Polícia por roubo, dano e crime contra a administração pública – também estava com mandado de prisão em aberto por ser foragido da Casa de Privação Provisória de Liberdade 3 (CPPL 3), em Itaitinga. Já o quarto partícipe trata-se de Renato Silva de Paiva Aguiar, 21 anos – com antecedentes criminais por tráfico de drogas e receptação.

Na primeira casa abordada, os profissionais de segurança apreenderam cinco armas de fogo, sendo duas espingardas calibre 12; uma pistola calibres .40 e uma 9 mm; e um revólver calibre 38. Foram apreendidas ainda mais de 200 munições de calibres variados, que serão periciadas visando identificar a origem do material. Já em um segundo imóvel, que pertencia a Renato, situado no mesmo bairro, as equipes apreenderam mais três armas de fogo, sendo dois revólveres calibre 38 e mais uma pistola .40.

Conforme apurado pela delegacia especializada, os criminosos se preparavam para se confrontar com desafetos, após um homicídio ocorrido também no domingo, no bairro Parque Dois Irmãos. “Com isso, nós tiramos de circulação quatro integrantes que possuem um cardápio criminoso que vai desde homicídio, roubo e tráfico de drogas até crimes de estupro. Com certeza, a Draco evitou uma potencial chacina”, ressaltou Harley.

Além disso, foram encontrados três coquetéis molotov, um galão com combustível, 14 balaclavas, vestimentas pretas, 400 gramas de crack e substância para misturar a droga. Com a apreensão do material inflamável, a Polícia Civil agora apura se os ilícitos seriam empregados em outras ações criminosas na Capital. Contudo, em depoimento, o quarteto afirmou que os explosivos seriam utilizados unicamente no revide contra inimigos. “Até agora, não identificamos nenhuma relação dos presos com os ataques ocorridos contra prédios públicos e coletivos em Fortaleza. Seguiremos com as investigações”, disse o também delegado da Draco, Alceu Viana.

Os suspeitos foram conduzidos à sede da especializada, onde foi instaurado um inquérito policial em flagrante na Lei das Organizações Criminosas, por posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas. Wellington e Maike responderão também pelo uso de documentos falsos.
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