Crato: Adolescente estuprada por 10 anos denuncia seis tios

Jovem denuncia tios por estrupo.

Uma adolescente de 17 anos denunciou seis irmãos do pai dela por estupros continuados durante 10 anos no Crato, na Região do Cariri. Na manhã desta sexta-feira (1º), a Polícia Civil cumpriu os mandados de prisão temporária e capturou cinco deles. Um está foragido. A violência contra a jovem começou após a morte do pai dela, quando ela tinha 7 anos de idade. A própria vítima fez a denúncia anonimamente no fim do ano

De acordo com a titular da Delegacia de Defesa da Mulher(DDM) do Crato, Kamila Brito, a mãe da adolescente informou que ficou sabendo do crime em 2016 e, por medo, não teve coragem de fazer a denúncia. A mãe e a adolescente moram próximo aos tios no mesmo sítio.

Os tios foram levados à DDM para prestar depoimento e serão levados à Cadeia Pública do Crato, onde devem ficar presos temporariamente por 30 dias. O prazo, segundo a delegada, é suficiente para que se conclua o inquérito. Depois, eles ficarão à disposição da Justiça. A identidade deles foi preservada para preservar a vítima.
A adolescente já prestou depoimento na delegacia. Ela passará por um tratamento psicológico.

Os suspeitos vão responder por estupro de vulnerável. A Polícia Civil segue à procura do sexto suspeito foragido. Um dos cinco tios suspeito de estuprar a sobrinha por 10 anos no Crato é um idoso de 84 anos. Ele foi o único a confessar o crime contra a vítima, adolescente hoje aos 17 anos, e também revelou ter estuprado mais duas sobrinhas-netas, na época com cerca de 7 anos. O homem chegou a levar as três para uma escola abandonada no município para praticar o crime. As informações foram confirmadas pela titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Crato, Kamila Brito.

O idoso e outros quatro irmãos foram presos pelos estupros na manhã desta sexta-feira (1º). Um sexto tio da vítima está foragido. Os seis são irmãos do pai da adolescente e foram denunciados pela própria vítima, anonimamente, no fim de 2018. De acordo com a polícia, os estupros começaram após a morte do pai da garota, quando ela tinha apenas sete anos. A adolescente morava com a mãe e os tios num sítio, mas em casas diferentes.
Cerca de sete famílias vivem juntas no local. A mãe da jovem teve conhecimento dos estupros em 2016, mas, segundo a delegada, não procurou a polícia por medo e vergonha.

A delegada acredita que todas as famílias do sítio, as quais têm parentesco umas com as outras, tinham conhecimento dos estupros sofridos pela vítima.
“Acredito que todos sabiam, mas não denunciaram por medo, eram todos parentes. A mãe estava muito receosa, com medo de represálias porque moravam muito próximos. É uma localidade muito pequena, inclusive os tios são casados com irmãs da mãe da vítima”, comenta Brito.

Trancada em quarto e atacada em casa
Os crimes ocorriam na casa da vítima, quando ela estava sozinha, e também na casa dos parentes. “Ocorriam de diversas formas. Eles invadiam a casa quando sabiam que ela estava sozinha. Alguns praticavam atos libidinosos, outros a conjunção carnal. Um chamava ela pra varrer a casa, trancava ela num quartinho e faziam à força”, conta a delegada. De acordo com Kamila Brito, titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do Crato, os 30 dias em que os tios da vítima ficarão presos serão suficientes pra ouvir todos os depoimentos necessários e concluir as investigações. Depois desse prazo, eles ficarão à disposição da Justiça.

Os presos foram levados à DDM do Crato, em seguida, serão levados à cadeia pública do Crato. Eles vão responder por estupro de vulnerável. A vítima e mãe também prestaram depoimento.

Diario Do Nordeste.