Clima de medo entre familiares marca enterro de policial morto na Vila Manoel Sátiro

Clima de medo estava presente entre os familiares que temiam falar com a imprensa por receio de represália por parte de criminosos. Familiares, amigos e policiais se reuniram e lamentaram a perda do 2º tentente da reserva da Polícia Militar (PM), Antonio cezar Oliveira Gomes, de 50 anos. O PM foi morto nessa quinta-feira, 23, após atentado enquanto estava acompanhado dos também policiais João Augusto de Lima (1º sargento da reserva), 58, e Sanderley Cavalcante Sampaio (subtenente da ativa), 46. As vítimas estavam em um bar no bairro Vila Manoel Sátiro quando foram alvejados por homens que estavam em veículo preto.

Pessoas próximas ao policial evitaram falar e os que conversaram com a reportagem pediram anonimato com medo de represálias. Familiar próximo a Antonio Cezar contou que ele era uma pessoa bem-quista na comunidade onde morava e desde que entrou para a reserva remunerada preferia não andar armado.

“Vivia a vida sem armas. Era uma pessoa querida e todos no bairro gostavam dele. Foi deixar o filho na creche e os dois amigos chamaram ele para tomar uma cerveja”, conta.

No Cemitério Parque da Paz, no bairro Passaré, foi profunda a consternação entre os membros da grande família do policial que tinha sete filhos de dois relacionamentos. Uma das filhas do PM chegou a passar mal durante a chegada do corpo ao cemitério em caminhão do Corpo de Bombeiros.

Sepultado com honras militares, o cortejo do 2º tenente da reserva foi saudado pela Guarda Fúnebre da PM. Em discurso de despedida, um dos familiares que se identificou como primo da vítima lembrou a dedicação de Antonio Cezar à Polícia. “Quantas vezes ele deixou de ficar com a família para estar treinando e cuidando da segurança e ter a vida subtraída dessa forma covarde”.

Fonte: o Povo