Ceará teve 8 casos de estupro coletivo por mês em 2016; índice cresceu 738% em 5 anos

O Numero de crimes de estupro coletivo no Ceará cresceu 738% entre 2011 e 2016. No ano passado, foram oito crimes desse tipo por mês no estado, de acordo com dados do Ministério da Saúde, que registra esses casos nas unidades de saúde. As ocorrências no estado cresceram mais do que no país, que teve aumento de 124% no mesmo período.

Conforme o ministério, o estupro coletivo se configura quando há um “estupro com dois ou mais agressores”. No Ceará, foram 13 estupros coletivos em 2011 e 96 em 2016, conforme dados obtidos pelo G1.

(Correção: o G1 errou ao citar que o aumento no número de casos de estupro coletivo foi de 600% em cinco anos. O número correto é um aumento de 738%. O erro foi corrigido às 17h34).

O ano com maior incidência desse tipo de crime foi 2013, 127 ocorrências, uma média de 10,3 casos por mês.

O Ministério da Saúde afirma que os dados estão sujeitos a revisão. “A notificação de violências interpessoal e autoprovocada foi implementada em 2006, e em 2011, passou a ser compulsória em todos os serviços de saúde públicos e privados”, diz o órgão. Para contabilizar o caso, conforme o ministério, não é necessário boletim de ocorrência para registrar o caso.

O SUS afirma que garante acesso, de forma gratuita, atendimento psicológico, contracepção de emergência e profilaxia para DST, HIV, Hepatite B, entre outras medidas de atenção.

Casos no Brasil

Em todo o Brasil, foram 3.526 casos desse tipo em 2016, um aumento de 124% no mesmo período. Em termos percentuais, as unidades da Federação com maior índice de estupros coletivos por habitante são Acre, Tocantins e Distrito Federal. Em 2016, houve mais de 4 casos para cada 100 mil moradores nesses locais.

Na outra ponta da tabela, os estados com menor índice desse tipo de crime são Paraíba, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe e Bahia. Neles, o Ministério da Saúde registrou menos de 1 estupro coletivo a cada 100 mil habitantes. Como a pasta não investiga esses dados ativamente, é difícil saber se isso acontece porque há poucos casos, ou porque há pouco registro.

Fonte da materia G1 Ceara