Ceará tem saldo positivo de empregos após três meses de queda

O Estado teve geração de 133 postos de trabalho em junho. Os setores que impulsionaram o resultado foram agropecuária (%2b246), comércio (%2b149) e serviços (%2b31). Mas houve perda de postos de trabalho na indústria de transformação (-282), administração pública (-87) e construção civil (-59)

O Ceará teve saldo positivo (+133) na geração de emprego no mês de junho após os meses de março (-4.675), abril (-630) e maio (-2.940) com resultados negativos. Os setores que influenciaram na criação de postos de trabalho em junho foram agropecuária (+246), comércio (+149) e serviços (+31). Houve perda de postos principalmente na indústria de transformação (-282), administração pública (-87) e construção civil (-59).

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados divulgado nesta segunda-feira, 17, pelo Ministério do Trabalho. Os números apontam para uma estabilidade na geração de empregos no Ceará de 0,01% em junho de 2017 ante mesmo período do ano passado.

Já o País teve terceiro mês seguido de saldo positivo, e a quarta no ano, na criação de empregos com 9.821 postos de trabalho abertos – uma variação de +0,03% em relação ao estoque do mês anterior.

“Este resultado confirma, mais uma vez, a tendência de recuperação gradual do mercado de trabalho do Brasil”, comentou o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na coletiva de divulgação dos dados.

O resultado de junho reflete a diferença entre 1.181.930 admissões e 1.172.109 desligamentos. No acumulado do ano, o crescimento chega a 67.358 vagas abertas, representando expansão de 0,18% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Em igual período de 2016, o saldo foi negativo em -531.765.

No acumulado dos últimos 12 meses, o Caged ainda aponta uma redução de 749.060 postos de trabalho, mas na comparação entre o saldo positivo de junho de 2017 (+9.821 postos) com o mesmo mês do ano passado (-91.032 postos) e de 2015 (-11.199 postos), a recuperação do mercado de trabalho se mostra significativa.

Setores
O saldo positivo de junho foi impulsionado por dois setores. A agropecuária fechou o mês com 36.827 novos postos (+2,29%), repetindo o bom desempenho de maio, quando já havia registrado saldo positivo de 46.049 novos postos de trabalho. Mais uma vez, o cultivo de café foi o carro-chefe do crescimento, com 10.804 postos criados, principalmente em Minas Gerais.

Também se destacaram os subsetores de atividades de apoio à agricultura, que teve 10.645 vagas abertas, concentrado em São Paulo; cultivo de laranja, que abriu 7.409 postos, também concentrado em São Paulo; e o cultivo de soja, que teve 2.480 novas vagas, principalmente em Mato Grosso.

O outro destaque setorial foi a administração pública, que fechou o mês com a criação de 704 novas vagas de emprego (+0,08%). Já os demais setores apresentaram redução: construção civil, com -8.963 postos (-0,40%), indústria de transformação, com -7.887 postos (-0,11%), serviços, com -7.273 postos (-0,04%), e comércio, com -2.747 postos (-0,03%).

Na indústria de transformação, no entanto, três subsetores se destacaram com saldos positivos. O número de contratações foi maior que o de desligamentos na indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico, com +3.772 postos (+0,20%); indústria têxtil do vestuário e artefatos de tecidos, com +1.376 postos (+0,16%); e indústria química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria, com +735 postos (+0,08%).

No setor de serviços, também houve criação de novas vagas no subsetor de serviços médicos, odontológicos e veterinários, que teve 7.266 novos postos abertos.

Regiões e Estados

O desempenho regional do emprego com carteira, em junho, mostra que o Sudeste liderou a criação de vagas, com 9.273 novos postos (+0,05%). O desempenho da região foi puxado por Minas Gerais, que teve saldo positivo de 15.445 postos, graças à expansão dos setores de agropecuária (+17.161 postos) e Serviços (+901 postos).

Outro destaque entre as regiões foi o Centro-Oeste, que abriu 8.340 vagas (+0,26%). Nesse caso, o saldo positivo foi impulsionado pelo Mato Grosso, com 5.779 vagas abertas, principalmente nos setores de agropecuária (+2.614), comércio (+1.070), serviços (+761), construção civil (+757) e indústria de transformação (+531). Goiás também teve forte expansão, com 4.795 novos postos, refletindo o desempenho de indústria de transformação (+2.117), serviços (+1.486) e construção civil (+628).

O povo