Câmara de Tauá só vota projetos de suplementação do Executivo após pagamento de salários atrasados.

A bancada de Oposição na Câmara Municipal de Tauá anunciou nesta segunda-feira, 11, que só votará os projetos pedindo suplementação orçamentária encaminhados pela Prefeitura de Tauá, em regime de urgência, após o pagamento dos salários atrasados de várias categorias de servidores, principalmente dos professores.

A decisão foi tomada na última sessão ordinária de 2017, durante debate com representantes do Sindicato Apeoc e Associação dos Professores de Taua, Luis Auci e Márcia Noronha, respectivamente, que usaram a Tribuna do Plenário para discutir a situação da categoria. Centenas de professores estavam presentes nas galerias da Casa e aplaudiram a decisão dos vereadores.

Os dirigentes das entidades relataram a angústia da categoria diante da incerteza quando ao pagamento dos salários de novembro e dezembro, já que o prefeito Carlos Windson, resolveu pagar o 13º salário para não cometer crime de improbidade administrativa, tendo em vista que o benefício deverá ser pago até o dia 20 desse mês, deixando o mês de novembro em aberto e sem data prevista para pagamento.

Ainda de acordo com os professores, a situação se agravou porque os servidores temporários e aditivados da Secretaria de Educação também não receberam seus salários de novembro nesta segunda-feira, 11, conforme o calendário. Os temporários não tem direito ao 13º salário e vários já foram demitidos no final de novembro.

Durante o período em que permaneceram na Tribuna da Casa, os dois representantes dos professores não foram indagados pelos vereadores que apóiam o prefeito, no entanto, eles criticaram a decisão da bancada de Oposição de entrar em obstrução.

Compromisso

Os 9 vereadores fizeram questão de esclarecer e pediram que fosse registrado na Ata da Sessão, que são totalmente favoráveis aos projetos encaminhados pelo Poder Executivo e se comprometeram a votar todas as matérias no dia seguinte ao pagamento dos salários atrasados dos servidores.

Além do pessoal da Educação, estão com salários atrasados em Tauá, os garis e dentistas, sem falar nos fornecedores e prestações de serviço de várias secretarias.

Ministério Público

Apeoc e Aprofe anunciaram que nesta terça-feira, 12, irão ao Ministério Público pedir orientações e expor a situação da categoria. Amanhã(13/12), os sindicatos esperam ter um encontro com o prefeito Carlos Windson em busca de uma solução para o problema do atraso. A categoria quer que o gestor anuncie a data em que pretende realizar o pagamento.

Há uma preocupação dos professores diante da possibilidade de acúmulo de duas folhas de pagamento da Educação para o ano de 2018, o que poderá inviabilizar a gestão, que entraria o ano com um débito de mais de R$ 5,4 milhões. Mensalmente, a folha da Educação é de R$ 2,7 milhões.

Já na quinta-feira, 14, os professores participarão de uma Assembléia Geral, às 8h da manhã, no Auditório do Cecitec, para decidir se entrarão ou não em greve por tempo indeterminado.

Fonte ; Blog do Wirismar/mombacanews