Agora, a sondagem registra 56% dos votos válidos para o capitão da reserva ante 44% de Fernando Haddad (PT).

Na pesquisa da semana passada, feita nos dias 17 e 18, o Datafolha marcava 59% para Bolsonaro contra 41% de Haddad.

De acordo com o instituto, a trajetória do candidato do PSL é de queda em todos os estratos nos quais domina, sobretudo entre os homens mais pobres (quatro pontos) e o segmento cuja renda familiar mensal está acima de dez salários mínimos (oito pontos).

Entre eleitores com ensino superior, por exemplo, Haddad cresceu quatro pontos percentuais, passando de 35% para 39%, enquanto Bolsonaro foi de 65% para 61%.

O petista avançou também no eleitorado situado em faixa de renda de até dois salários mínimos (três pontos) e entre os mais ricos (8%). Nessa ponta, o resultado é de 56% a 44%.

Quando se consideram apenas as regiões do País, o maior crescimento do ex-prefeito de São Paulo está no Norte. Ali, o postulante foi de 34% para 41%. Bolsonaro, por sua vez, caiu de 66% para 59%.

No Sul, Haddad melhorou quatro pontos, mas Bolsonaro ainda assegura ampla vantagem: 65% da preferência contra 35% do candidato de Lula.

O presidenciável do PT, no entanto, aumentou a dianteira no Nordeste, onde obtém 66% contra 34% do oponente, patamar muito próximo do alcançado pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que foi de aproximadamente 70% em 2014.

O resultado mais expressivo de Haddad se verifica entre os mais jovens (16 a 24 anos). Nesse espectro dos entrevistados, ele ultrapassou Bolsonaro pela primeira vez na campanha. No Datafolha anterior, o deputado federal vencia o adversário por 55% a 45%. Agora, o placar é de 52% a 48% para o ex-ministro da Educação.

Bolsonaro continua sendo a melhor opção para 69% do eleitorado evangélico. Nesse mesmo recorte de religião, Haddad marca 31%.

Entre católicos, porém, os candidatos estão em situação de empate técnico: 51% a 49%, com o militar numericamente à frente.

O Datafolha ouviu 9.173 eleitores em 341 cidades nas últimas quarta, 24, e quinta-feira, 25. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi contratado pelo jornal Folha de S. Paulo e a TV Globo. Todos os resultados se referem aos votos válidos, forma utilizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contabilizar os sufrágios.

Segundo o instituto, a taxa de indecisos nesta disputa é inédita às vésperas do segundo turno de uma eleição presidencial: 14%.

É contingente suficiente para garantir migração de votos de última hora, fenômeno que se acentua na etapa final da campanha.

Entre os que pretendem votar em branco ou anular, a maioria rejeita Bolsonaro. Entre indecisos, a maior parte admite votar em Haddad.

O Datafolha também aferiu a rejeição dos candidatos. O índice de eleitores que não pretendem votar em Haddad de jeito nenhum oscilou de 54% para 52%, enquanto o de Bolsonaro foi de 41% para 44%.

Fonte: Datafolha